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FIXTRONELETRÔNICA INDUSTRIAL

Inversores solares

Solis: alarmes NO-Grid, OV-G-V, UN-G-V, PV ISO-PRO, ILeak-PRO, INI-FAULT, RelayChk-FAIL e ARC-FAULT, o que cada um mede e o que a Solis manda verificar

O Solis (Ginlong) é um dos inversores mais vendidos no Brasil e um dos poucos cuja lista oficial de alarmes está publicada em detalhe pelo fabricante. Os nomes são abreviações em inglês que assustam no display (OV-G-V01, ILeak-PRO03, DSP-B-FAULT), mas seguem uma lógica simples: G é rede, V tensão, F frequência, PRO proteção, FAULT falha interna. Este guia traduz a lista oficial para o que fazer no local, separa o que é rede e instalação do que é o inversor, e termina no teste que prova cada caso.

Inversor solar Solis S6 monofásico, imagem oficial do fabricante

Como ler os alarmes do Solis

O display e o aplicativo SolisCloud mostram o alarme por nome (NO-Grid, OV-G-V01) e, no histórico, um número (1015, 1010). Os dois identificam o mesmo evento; o número é útil ao falar com o suporte. A lista oficial da Solis separa três famílias: alarmes de rede, que o inversor resolve sozinho quando a rede volta à faixa; alarmes de proteção do lado CC (isolamento, fuga, arco), que exigem inspeção da instalação; e falhas internas, cuja orientação oficial é "reiniciar; se persistir, acionar o suporte". Saber em qual família o alarme está já decide se o próximo passo é o quadro, o telhado ou a bancada.

Rede: NO-Grid, OV-G-V, UN-G-V, OV-G-F, UN-G-F, GRID-INTF

Alarme (nº)O que a Solis descreveO que verificar
NO-Grid (1015)Nenhuma rede detectadaConfirmar a conexão e se a rede está normal; conferir o ajuste Grid Standard; com rede normal, suporte com os valores de tensão CA
OV-G-V01 (1010)Tensão acima do 1º limite de sobretensão por tempo definidoFalha breve da rede que costuma se resolver; conferir padrão de rede, tensão, frequência e fiação CA; se frequente, aprovação da distribuidora para alterar os pontos de proteção
OV-G-V02 / 05Transitório acima de 1,35 × pico nominal (05: por mais de 200 ms)Surto ou chaveamento na rede; se repetido, qualidade da rede
OV-G-V03Acima do limite de sobretensão de 10 minutosRede alta no ponto de conexão; registro de 24 h e distribuidora
OV-G-V04Acima do 2º limite de sobretensãoMesmo do OV-G-V01
UN-G-V (1011)Tensão abaixo do limiteFase fraca, conexão com resistência, rede caindo sob carga
OV-G-F / UN-G-F (1012 / 1013)Frequência acima ou abaixo do limiteRede da distribuidora ou gerador em paralelo
G-PHASE (1016)Rede trifásica desequilibradaConfirmar rede e conexão das fases
GRID-INTF. (1030)Interferência de redeVários inversores na mesma linha; ativar o filtro de rede em Special Setting; equipamentos a jusante distorcendo a rede
Vg-Sample (1059)Desvio na amostragem de tensão de redeComparar a leitura do inversor com um multímetro; se diferem, medição interna

O OV-G-V01 ao meio-dia tem a mesma física de todas as marcas: para injetar, o inversor eleva a tensão nos bornes acima da rede, e a queda no cabo CA somada à rede já alta passa do limite no pico de geração. Meça no quadro e nos bornes com o inversor gerando; diferença acima de 3% é cabo. A Solis é explícita sobre os pontos de proteção: só com aprovação da distribuidora e pelo suporte. O NO-Grid segue o roteiro de qualquer "sem rede": disjuntor, cabo CA, fase e neutro, falta de energia; com rede medida e correta nos bornes e NO-Grid persistindo, o relé ou a medição são a suspeita. O guia de rede do Fronius traz o passo a passo com multímetro, idêntico aqui.

Isolamento e fuga: PV ISO-PRO e ILeak-PRO

O PV ISO-PRO 01 e 02 (1033) é isolamento baixo do gerador fotovoltaico; nos modelos de armazenamento, 01 é falta do negativo para terra e 02 do positivo. A orientação oficial é das mais úteis do mercado: a Solis reconhece que alarmes no início da manhã, no fim do dia ou em dias de chuva podem ser normais, e pede três verificações: resistência de cada string para a terra acima de 20 kΩ, tensão entre neutro e terra próxima de zero, e firmware atualizado. Em bancada acrescentamos: 20 kΩ é o mínimo de conexão; uma instalação saudável mede acima de 1 MΩ com megômetro em 500 V, e o PV ISO-PRO que só aparece molhado é conector MC4 ou caixa de junção com água.

O ILeak-PRO 01 a 04 (1034) é a corrente de fuga medida em operação, com limiares escalonados: 01 para fuga súbita acima de 30 mA, 02 acima de 60 mA, 03 acima de 150 mA, e 04 para fuga contínua do sistema fotovoltaico para a terra (nos modelos de armazenamento, 300 mA). A Solis manda testar as strings uma de cada vez para isolar a falha, conferir isolação, bitola dos cabos, transformadores, fiação do RSD e fiação CA, e lembra que módulos envelhecidos disparam o alarme com chuva. O ILeak-Check (1039) é diferente: autoteste do sensor de corrente residual falhou; isso é interno. E o L&PE FAULT (F017) é resistência baixa entre fase e PE: falta à terra do lado CA, na fiação.

O teste definitivo é o de sempre: com todas as strings desconectadas, PV ISO-PRO ou ILeak-PRO persistindo é circuito de medição ou sensor com defeito. O guia de erro de isolamento tem o roteiro com megômetro.

Internos: INI-FAULT, DSP-B-FAULT, 12Power-FAULT, RelayChk-FAIL

Alarme (nº)O que a Solis descreveOrientação oficialO que a bancada encontra
INI-FAULT (1031)Falha de inicialização do DSP (nos de armazenamento: desvio de zero do conversor AD acima do limite)Reiniciar; suportePlaca de controle, memória, referência de tensão do AD, fonte auxiliar
DSP-B-FAULT (1036)Falha entre DSP mestre e escravoReiniciar; suporteComunicação interna entre processadores, firmware, fonte
DSP-B-Sam-Fau / DSP-B-Com-FauSoftware do DSP ausente ou com falhaConferir versão; reiniciar; suporteFirmware corrompido, regravação em bancada
12Power-FAULT (1038)Falha da fonte de 12 VReiniciar; suporteFonte auxiliar: capacitores, regulador, transformador
RelayChk-FAIL (1035)Autoteste do relé falhouReiniciar; suporteRelé de rede com contato colado ou aberto, driver do relé, circuito de verificação
DCInj-FAULT (1037)Componente CC na saída CA acima do limiteConferir rede e fiação CA; reiniciar; suporteSensor de corrente de saída, controle
IG-AD (1047) / IGBT-OV-I (1048)Erro de amostragem de corrente / sobrecorrente do IGBTReiniciar; suporteSensor de corrente; transistor de potência e driver
DSP-SelfCheck (1058)Firmware não corresponde ao hardwareConfirmar versão e modeloFirmware errado gravado

Para todos esses, a Solis não espera que o instalador encontre causa no local: a orientação é reiniciar e, se persistir, acionar o suporte, o que na garantia significa troca do inversor. Fora da garantia, cada um deles é um reparo específico da placa, bem mais barato que o inversor novo. O RelayChk-FAIL merece atenção: a Solis tem uma configuração especial que contorna o autoteste do relé, e é tentador usá-la para "resolver". Um relé que não passa no autoteste pode estar colado, e um relé colado deixa a rede energizada no lado do inversor quando não deveria. Reparar é o caminho.

Lado CC: OV-DC, Reve-DC, OV-BUS, UN-BUS, DC-INTF

O OV-DC (1020) é tensão de entrada acima do máximo do inversor: a Solis manda comparar a tensão de entrada com o máximo do modelo. Em dias frios de manhã o Voc das strings sobe; string com módulos demais dispara OV-DC01 ou 02 (por entrada) antes de qualquer outra coisa. O Reve-DC (1028) é polaridade invertida; verificar polaridade, bitola e Grid Standard. O DC-INTF. (1027) é corrente CC anormal: fiação CC danificada. O OV-BUS (1021), UN-BUS (1023) e UNB-BUS (1022) descrevem o barramento interno (alto, baixo, desequilibrado) e, fora de string com tensão errada, são internos: capacitores do barramento, boost, balanceamento. O BoostFal é falha do circuito boost, interno.

ARC-FAULT, AFCI-Check e OV-TEM

O ARC-FAULT (1041) é arco elétrico detectado no lado CC. A Solis manda inspecionar conectores MC4, terminais, bloco de fusíveis, caixa de junção e módulos à procura de folga ou dano, conferir firmware e sensibilidade do AFCI, reiniciar e, se persistir, suporte. Arco é risco de incêndio: não religue antes de inspecionar; o roteiro de inspeção do lado CC vale para qualquer marca. O AFCI-Check (1040) é o autoteste do detector de arco falhando: interno.

O OV-TEM (1032) é temperatura do IGBT alta, com limiares que a Solis cita em cerca de 90 °C nos monofásicos e 115 °C nos trifásicos. Verificar instalação (sol direto, ângulo de montagem, conexão do sensor), reduzir a temperatura ambiente, desligar por 15 minutos. OV-TEM frequente com ambiente normal é ventilador (Fan Alarm), pasta térmica ressecada ou sensor; ventilador é troca simples, o resto é bancada.

Estados que parecem alarme: Waiting, LimByVg, Grid Off

Boa parte dos chamados "Solis com erro" é estado de operação, não alarme. Waiting é o inversor aguardando a tensão CC atingir o mínimo de partida: normal de manhã e à tarde; de dia com sol, string ou seccionador. Grid Off significa que a saída foi desligada no menu: basta colocar em Grid ON. LimByVg, LimByVar e LimByPlmt são limitações por Volt-Watt, Volt-Var ou fator de potência, exigidas pelo padrão de rede: a geração cai de propósito quando a tensão da rede sobe; a Solis diz para não mexer, a menos que a distribuidora exija. LimByEPM é limitação pelo controle de exportação (medidor ou EPM); com Failsafe (2010), o inversor perdeu o medidor e limita por segurança: conferir cabo do medidor e o ajuste de EPM interno ou externo.

Quando o defeito é interno

Envie o Solis quando INI-FAULT, DSP-B-FAULT, 12Power-FAULT, RelayChk-FAIL, ILeak-Check, AFCI-Check, IG-AD ou IGBT-OV-I voltarem após o reinício; quando NO-Grid ou OV-G-V persistirem com rede correta medida nos bornes, ou com Vg-Sample mostrando que o inversor lê tensão diferente do multímetro; quando PV ISO-PRO ou ILeak-PRO aparecerem sem strings conectadas; ou quando OV-TEM persistir com ambiente normal e ventilador girando. No laboratório, fonte auxiliar de 12 V, relé de rede e driver, sensores de corrente residual e de saída, circuito de medição de isolamento, capacitores do barramento, boost e estágio de potência são testados e reparados na própria placa, com regravação de firmware quando o caso é DSP, e o inversor é validado com simulador fotovoltaico e rede real antes de voltar. O orçamento sai após o diagnóstico, com fotos, e você aprova antes da execução.

Segurança

Strings energizadas com luz, tensão de até 600 V nos monofásicos e 1100 V nos trifásicos. Desligue o seccionador CC e o disjuntor CA antes de abrir a área de bornes, aguarde o display apagar, use luvas isolantes. Nunca desconecte um MC4 sob carga. Não use a configuração especial para contornar o autoteste do relé. Não abra o inversor em campo. Medições internas são para profissional habilitado, em bancada.

Dúvidas frequentes

O que significa NO-Grid no Solis?

O inversor não detecta tensão de rede nos terminais CA. A Solis manda confirmar a conexão e a rede, conferir o ajuste Grid Standard (padrão de rede) e, se a rede está normal, acionar o suporte com os valores de tensão CA. Disjuntor, cabo CA e fase ou neutro faltando são as causas comuns.

OV-G-V01 todo dia ao meio-dia no Solis: é defeito?

Raramente. OV-G-V01 é tensão da rede acima do primeiro limite por um tempo definido. A Solis diz que costuma ser falha breve da rede que se resolve sozinha, e manda conferir o padrão de rede, a tensão e a fiação CA. Ao meio-dia a causa típica é cabo CA subdimensionado ou rede alta no ponto de conexão. Os limites só podem ser alterados com aprovação da distribuidora.

INI-FAULT no Solis tem conserto?

INI-FAULT é falha de inicialização do DSP, o processador do inversor. A Solis manda reiniciar e, se persistir, acionar o suporte. É um defeito interno: placa de controle, fonte auxiliar ou memória. Fora da garantia, é reparo de bancada.

PV ISO-PRO só de manhã ou em dia de chuva: o inversor está ruim?

A própria Solis diz que alarmes de isolamento no início da manhã, no fim do dia ou em dias de chuva podem ser normais. O que ela pede: resistência de cada string para a terra acima de 20 kΩ, tensão neutro-terra próxima de zero e firmware atualizado. Com tudo isso em ordem e o alarme persistindo, o circuito de medição interno é a suspeita.

Qual a diferença entre ILeak-PRO01, 02, 03 e 04?

São limiares de corrente de fuga: 01 fuga súbita acima de 30 mA, 02 acima de 60 mA, 03 acima de 150 mA, e 04 fuga contínua do sistema para a terra. Todos têm a mesma verificação: testar as strings uma a uma, isolação, fiação CA e do RSD.

Referências e limites deste guia

Nomes, números e orientações conforme a lista oficial de códigos de alarme da Solis (inversores on-grid e de armazenamento) e a rotina de diagnóstico do laboratório Fixtron. A grafia varia entre modelos e firmwares (Relay-PRO ou RelayChk-FAIL, OV-G-V com ou sem sufixo). Não substitui o manual do seu modelo nem um laudo do equipamento.

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