1. Sinus M: Características e Diferenças em Relação ao Sinus K
O Sinus M foi uma geração de inversores Santerno intermediária entre os modelos de entrada de linha e o Sinus Penta. Suas principais características:
- Faixa de potência: tipicamente 0,37 kW a 90 kW (dependendo da versão e tensão)
- Tensão: séries monofásica (200–240 Vac) e trifásica (380–480 Vac / 500–600 Vac)
- Controle: V/f e Sensorless Vector Control
- Display: 7 segmentos (codes abreviados — diferente do display alfanumérico do Sinus Penta)
- Comunicação: RS485 Modbus RTU nativo em modelos avançados
| Característica | Sinus M | Sinus K | Sinus Penta |
|---|---|---|---|
| Formato dos alarmes | Abreviados (LV, OV, OH…) | Numéricos (A20, A21…) | Alfanuméricos (A002, A047…) |
| Potência máxima | ~90 kW | ~45 kW | 3000 kW |
| Display | 7 segmentos | LCD/7 seg | LCD alfanumérico / gráfico |
| Status | Descontinuado | Descontinuado | Ativo (linha atual) |
OLt vs. OL1) — tenha sempre o manual em mãos ou consulte o guia de alarmes da versão de firmware instalada.2. Tabela de Alarmes — Validados pelo Manual Santerno Sinus M
Os alarmes abaixo foram validados no Santerno Sinus M User Manual (ManualsLib, manual/1290031, página 195). O Sinus M utiliza um sistema de códigos abreviados diferente dos demais modelos Santerno:
| Código | Tipo | Descrição (Manual Oficial) | Causa / Diagnóstico |
|---|---|---|---|
| LV | Trip | Low Voltage — subtensão no barramento DC | Medir tensão R/S/T; verificar retificador (diodos); checar fusíveis de entrada |
| OV | Trip | Over Voltage — sobretensão no barramento DC | Aumentar rampa de desaceleração; instalar resistor de frenagem; verificar tensão de rede |
| GFt | Trip | Ground Fault Trip — corrente de fuga para o terra detectada | Desconectar motor e testar isolação do cabo com megôhmetro; inspecionar carcaça do motor |
| FLtL | Trip | IGBT Broken (Fault Level) — falha detectada no módulo IGBT | Não resetar sem diagnóstico; testar IGBTs com multímetro; reparo especializado necessário |
| HWt | Trip | Hardware Failure — falha de hardware genérica da placa de controle | Power cycle; se persistir, placa de controle com defeito — reparo ou substituição |
| Err | Trip | Communication Error — erro de comunicação com a placa de I/O | Verificar conector e cabo entre placa de controle e placa de I/O; limpar contatos |
| OH | Trip | Inverter Overheat — superaquecimento do inversor | Inspecionar ventilador, dissipador e pasta térmica; verificar temperatura ambiente e carga |
| STALL | Trip | Motor Stall — motor travado ou com dificuldade de partir | Verificar torque de partida e carga mecânica; aumentar boost de torque; checar acoplamento |
| IOLt | Trip | Inverter Overload Trip — sobrecarga do inversor (desligamento definitivo) | Verificar corrente de carga vs. rating; checar ciclo de trabalho; revisar dimensionamento |
| OLt | Aviso | Overload Warning — aviso de sobrecarga (inversor ainda não desligou) | Reduzir a carga; revisar ciclo de trabalho; pode preceder IOLt se não corrigido |
3. Diagnóstico por Módulo
Seção de Potência — IGBTs (FLtL, OV, LV)
O alarme FLtL é o mais crítico do Sinus M — indica falha direta no módulo IGBT da ponte inversora. Procedimento:
- Desenergize completamente e aguarde a descarga do barramento DC (mínimo 10 minutos)
- Com multímetro no modo diodo: meça coletor-emissor de cada IGBT — valor abaixo de 5 Ω entre C e E indica IGBT em curto
- Verifique também os diodos de roda livre integrados ao módulo: devem apresentar queda de ~0,4–0,6 V no sentido direto
- Um FLtL causado por surto de tensão geralmente destrói IGBTs e resistências de gate simultaneamente — substitua também as resistências de gate ao trocar o módulo
Circuito de Retificação e Barramento DC (LV, OV)
- LV (Low Voltage): com o inversor desenergizado, verifique continuidade e polaridade dos 6 diodos (ou tiristores) do retificador de entrada. Um diodo aberto reduz o barramento DC para ~70% do valor nominal, causando LV
- OV (Over Voltage): se ocorrer durante desaceleração, aumente o tempo de rampa de desaceleração no parâmetro correspondente. Se ocorrer na partida ou em regime, verifique a tensão de rede — picos acima de 500 V em redes de 380 V são causa comum
- Capacitores de barramento envelhecidos aumentam o ripple de tensão e podem causar tanto LV intermitente quanto OV — meça o ESR dos capacitores eletrolíticos de barramento
Falta à Terra (GFt)
GFt é um alarme de segurança que não deve ser ignorado — indica corrente circulando para o terra, o que pode ser perigoso:
- Desconecte o motor e os cabos de saída do inversor (bornes U/V/W) antes de qualquer teste
- Com megôhmetro (500 Vdc): meça fase-terra em cada condutor do cabo do motor — valor abaixo de 1 MΩ indica isolação comprometida
- Teste separado do motor: meça entre cada enrolamento e a carcaça com megôhmetro — abaixo de 1 MΩ indica fuga interna no motor
- Se cabo e motor estiverem OK, o GFt pode ser causado por capacitores de filtro EMC internos degradados (descarregando para o terra com corrente excessiva)
Placa de Controle (HWt, Err)
- HWt (Hardware Failure): falha genérica de hardware — pode ser causada por surto na alimentação de controle (24 VDC), condensação de umidade na placa ou componente SMD danificado. Inspecione com lupa procurando trilhas queimadas, capacitores inchados ou componentes com marcas de calor
- Err (Communication Error): falha de comunicação entre a CPU principal e a placa de I/O — comece pelo conector entre as duas placas: limpe com álcool isopropílico e reencaixe com firmeza. Se persistir, pode ser falha no barramento interno de comunicação (chip de interface)
Resfriamento e Sobrecarga (OH, IOLt, STALL)
- OH (Overheat): assim como nos modelos Sinus K e IRIS BLUE, o ventilador interno é o ponto mais vulnerável. Verificação rápida: com inversor ligado sem motor, observe se o ventilador funciona — qualquer inversor acima de 1,5 kW deve ter ventilação forçada
- IOLt: em aplicações de correias transportadoras, verifique se a correia está deslizando ou travando — isso aumenta a corrente de estator abruptamente
- STALL: verifique se o motor consegue partir com carga desacoplada. Se partir sem carga mas travar com ela, o problema é de dimensionamento ou torque de boost insuficiente — aumente o parâmetro de boost de torque na faixa de baixa frequência
Perguntas Frequentes
O que significa o alarme GFt no Santerno Sinus M?
GFt (Ground Fault Trip) indica corrente de fuga detectada para o terra na saída do inversor. Desconecte o motor, meça a isolação do cabo motor com megôhmetro (500 Vdc) — valor aceitável acima de 1 MΩ. Se o cabo estiver OK, teste o motor isoladamente. Se ambos estiverem bem, o problema pode ser nos capacitores de filtro EMC internos do inversor.
O Sinus M mostra FLtL — o que fazer?
FLtL indica falha no módulo IGBT. Não tente resetar e religar sem diagnóstico — um IGBT em curto que entra em operação pode destruir outros componentes da seção de potência. Encaminhe para diagnóstico especializado. O reparo (substituição do módulo IGBT e componentes de gate driver associados) é economicamente viável para modelos acima de 7,5 kW.
Qual a diferença entre OLt e IOLt no Sinus M?
OLt é apenas um aviso de sobrecarga — o inversor ainda está funcionando mas se aproxima do limite. Se você notar OLt, reduza a carga imediatamente para evitar o IOLt. O IOLt é o desligamento definitivo por sobrecarga — ocorre quando a corrente excede o limite de sobrecarga pelo tempo programado. Para resolver, identifique a causa da sobrecarga: carga mecânica excessiva, motor subdimensionado ou parâmetros de corrente nominal incorretos.
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