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FIXTRONELETRÔNICA INDUSTRIAL

Inversores solares

Microinversor Hoymiles HMS e HM: códigos 121, 130, 141 a 149, 171, 209 a 222 e 301 a 311, os padrões do LED e o que o manual manda verificar antes de trocar

O microinversor Hoymiles não tem display: ele conta o que está acontecendo por um único LED e, pelo DTU, envia códigos numéricos ao S-Miles Cloud. O manual oficial da série HMS-1600/1800/2000-4T organiza esses códigos em quatro faixas, e a faixa já diz onde procurar: 1xx é a unidade de controle ou a rede, 2xx são as entradas fotovoltaicas, 3xx é hardware. Este guia traduz a tabela completa, explica cada padrão do LED e separa o que é cabo, módulo ou distribuidora do que é o próprio microinversor, que é selado e raramente vale abrir.

Microinversor Hoymiles HMS-2000-4T, imagem oficial do fabricante

Como ler: LED, DTU e S-Miles Cloud

Três camadas de informação. A primeira é o LED na lateral do microinversor, visível do telhado: cor e ritmo de piscada separam partida, operação normal, falha de rede e falha interna. A segunda é o DTU (gateway de dados), que recebe os relatórios de todos os microinversores da instalação por rádio sub-1 GHz, nos HMS, ou por 2,4 GHz, nos HM mais antigos; o manual avisa que a série HMS só é compatível com DTU da família S (DTU-Pro-S, DTU-Lite-S, DTUBI e similares). A terceira é o S-Miles Cloud, portal e aplicativo, onde cada microinversor aparece com seu número de série, sua produção por porta e os alarmes com código numérico. O manual é explícito: "todas as falhas nos microinversores são reportadas ao S-Miles Cloud através do DTU". Sem DTU em funcionamento, você fica só com o LED, e um microinversor pode estar gerando normalmente e aparecer como "offline" no portal.

Guarde o número de série antes de qualquer ação (etiqueta destacável no corpo do microinversor, que o instalador cola no mapa de layout). O portal mostra alarme por série, e em instalação com dez ou vinte unidades é o único jeito de saber qual está com problema.

Tabela oficial do LED

FaseLEDRitmoSignificado (manual)
PartidaVerde piscando0,3 s, 5 vezesPartida bem-sucedida
PartidaVermelho piscando0,3 s, 5 vezesFalha na partida ou falha do microinversor
PartidaVermelho e verde alternados1 sFalha de firmware
OperaçãoVerde piscando1 sProdução normal
OperaçãoVermelho piscando0,5 sFalha da unidade de controle
OperaçãoVermelho piscando1 sFalha da rede CA
OperaçãoVermelho fixo—Falha de hardware
QualquerApagado—Sem alimentação CC: o manual manda verificar a conexão do lado CC e a tensão de entrada

A diferença entre 0,5 s e 1 s é a que importa. Filme o LED por dez segundos com o celular e conte: dez piscadas é rede (instalação ou distribuidora), vinte é unidade de controle (interno). O microinversor é alimentado pelo lado CC, então LED apagado em pleno sol é conector CC solto, módulo sem tensão ou fonte interna, nesta ordem de probabilidade.

Tabela oficial dos códigos

Lista de resolução de problemas (seção 6.1) do manual HMS-1600/1800/2000-4T, versão para a América Latina (V202407). As séries HM e HMS de 1 e 2 entradas usam os mesmos códigos, com menos portas.

CódigoFaixaAlarmeResolução (manual, resumida)
121CUProteção de sobretemperaturaVentilação e temperatura ambiente do local; melhorar a dissipação; se adequadas, suporte Hoymiles
125CUErro de parâmetro de configuração de redeConferir os parâmetros do perfil de rede e repetir o envio; se persistir, suporte
126CUErro de softwareSe foi isolado e o microinversor segue normal, nada a fazer; se repete e não reseta, suporte
127CUErro de firmwareConferir o firmware correto e repetir a atualização; conferir a comunicação DTU, portal e microinversor
128CUErro de configuração de hardwareIsolado: nada; recorrente: suporte
129CUPolarização anormal (abnormal bias)Isolado: nada; recorrente: suporte
130CUOfflineMicroinversor funcionando? Comunicação DTU-portal e DTU-microinversor; melhorar o sinal
141RedeSobretensão da redeIsolado: oscilação temporária, volta sozinho; recorrente: medir a tensão da rede; distribuidora ou ajuste do limite pelo S-Miles Cloud com consentimento dela
142RedeSobretensão da rede, média de 10 minutosMesmo roteiro
143RedeSubtensão da redeMesmo roteiro
144 / 145RedeSobre / subfrequência da redeMesmo roteiro
146RedeTaxa de variação de frequência rápidaMesmo roteiro
147RedeFalta de energia na redeVerificar se houve queda de energia
148RedeRede desconectadaVerificar a chave CA e a fiação CA
149RedeIlhamento detectadoIsolado: volta sozinho; se todos os microinversores da planta disparam com frequência, distribuidora; se não para, suporte
171—Diferença anormal entre fasesConferir a fiação de cada fase; "geralmente causado por fase errada"
209 a 212PV-1 a PV-4Sem entradaHá módulo nessa porta? Se há, examinar o cabo CC entre o módulo e a porta
215 / 217 / 219 / 221PV-1 a PV-4Sobretensão de entradaVoc do módulo deve ser menor ou igual à tensão máxima de entrada; se está, suporte
216 / 218 / 220 / 222PV-1 a PV-4Subtensão de entradaVoc do módulo não pode ser menor que a mínima de entrada; se está normal, suporte
301 a 311—Código de erro de hardwareIsolado com operação normal: nada; recorrente e não reseta: suporte

141 a 149 e 171: a rede

Todo código de rede tem a mesma primeira linha no manual: ocorrência isolada é "irregularidade temporária na tensão da rede" e o microinversor "se recupera automaticamente". O que decide é a frequência. Um 141 por semana em fim de tarde é a rede do bairro. Um 141 todos os dias às 11 h em metade dos microinversores da mesma fase é queda de tensão no circuito CA da instalação: cabo tronco fino, conector de campo com mau contato, muitos microinversores em um ramal. O manual permite ajustar o limite de proteção pelo S-Miles Cloud "com consentimento da operadora local", e a bancada acrescenta: meça antes. Compare a tensão no quadro e no fim do cabo tronco em plena geração; o microinversor mais distante é o que mais alarma, e isso aponta para o cabo, não para ele. O 142 é a mesma proteção pela média de 10 minutos, exigida pelas normas de conexão. O 143 é subtensão, mais raro em geração.

147 (queda de energia) e 148 (rede desconectada) são "não tem CA": o 147 vem junto em todos os microinversores da planta e some quando a rede volta; o 148 em um grupo só aponta para a chave CA ou o conector de campo daquele ramal. O 149 é ilhamento, a proteção que impede o microinversor de energizar uma rede desligada; isolado, nada a fazer; frequente em todos, é a distribuidora. O 171 aparece em sistemas trifásicos ou bifásicos quando o cabo tronco tem fases trocadas em algum conector: o manual resume, "geralmente causado por fase errada". Nada disso é interno. O passo a passo com multímetro para separar rede de inversor está no guia de sobretensão de rede.

209 a 222: as entradas fotovoltaicas

A vantagem do microinversor é que cada módulo tem um alarme próprio. 209 a 212 (PV-1 a PV-4 sem entrada) é a porta sem tensão: primeiro, confirme se há módulo naquela porta, porque um HMS de 4 entradas com 3 módulos vai alarmar na quarta para sempre, e isso é normal; depois, conector MC4 solto ou invertido, cabo do módulo rompido, módulo com diodo de bypass em curto ou caixa de junção queimada. O portal mostra a produção por porta, e um módulo que gera zero com os vizinhos em plena potência é inspeção no telhado, não no microinversor.

215, 217, 219 e 221 são sobretensão de entrada: o Voc do módulo (em manhã fria, quando ele é máximo) passou da tensão máxima da porta, 60 V nos HMS. Acontece quando se liga um módulo de 72 células ou bifacial de alta tensão em microinversor dimensionado para 60 células, ou quando alguém coloca dois módulos em série em uma porta. É projeto. 216, 218, 220 e 222 são subtensão: módulo sombreado, muito sujo, com string interna aberta, ou simplesmente o amanhecer, quando o alarme aparece e some sozinho. O manual pede, nos dois casos, conferir o Voc do módulo contra a faixa da porta e, só se estiver dentro, acionar o suporte, porque aí a medição de entrada daquela porta é suspeita.

121, 125 a 130: a unidade de controle

O 130 Offline é o alarme mais comum do portal e o menos relacionado com defeito: significa que o DTU não recebeu dados daquele microinversor. O manual manda, nesta ordem, confirmar que o microinversor funciona (LED verde piscando), verificar a comunicação entre DTU e portal (internet, roteador) e entre DTU e microinversor (distância, obstáculos, DTU dentro de quadro metálico), e melhorar o sinal. À noite, offline é normal: sem CC, o microinversor desliga e para de reportar. Durante o dia com LED verde e offline no portal, é rádio ou DTU, não o microinversor; dez unidades offline ao mesmo tempo é o DTU.

O 121 é sobretemperatura: microinversor sob telha sem ventilação, encostado em superfície quente ou em local com ar parado. O manual pede ventilação e temperatura ambiente adequadas e, só se estiverem, suporte. 125 e 127 são configuração de rede e firmware: repetir o envio do perfil de rede ou a atualização, com a comunicação estável. 126, 128 e 129 (software, configuração de hardware, polarização anormal) têm a mesma resposta oficial: isolado e com o microinversor gerando, ignorar; recorrente e sem reset, suporte. Na prática, 129 recorrente em um microinversor é a eletrônica de controle, e é o tipo de falha que justifica a substituição em garantia.

301 a 311: hardware

Os códigos 301 a 311 são "código de erro de hardware", sem detalhamento público. O manual repete a regra: se foi isolado e o microinversor continua funcionando, nada a fazer; se repete e não reseta, suporte. Combinado com o LED vermelho fixo (falha de hardware) ou piscando a 0,5 s (unidade de controle), fecha o diagnóstico: é o próprio microinversor. As causas físicas de bancada são estágio de potência (MOSFETs e transformador de alta frequência), capacitores de entrada, relé de saída e a fonte auxiliar. Em microinversor que recebeu surto pela rede CA ou raio próximo, a sequência costuma ser 141 e 149 intermitentes por dias e depois 3xx fixo.

O teste de campo do manual: CC primeiro, CA depois

A seção 6.3 do manual traz um procedimento simples que resolve a maioria das dúvidas no telhado, e que vale repetir na ordem exata. Desligue primeiro o CA, para desenergizar o microinversor. Desconecte os conectores CC. Reconecte o módulo ao microinversor: com CC normal e sem CA, o LED deve piscar vermelho, e isso é o esperado, não defeito. Religue o CA: com CC e CA normais, o LED pisca verde cinco vezes e entra em produção. Se com CC reconectado o LED fica apagado, o problema está no módulo, no cabo ou na fonte interna; se pisca vermelho com CC mas não muda com o CA religado, o problema está no cabo tronco, no conector de campo, na chave CA ou no relé de saída. Complete com as quatro verificações do manual: temperatura do microinversor, tensão CC dos módulos e tensão e frequência da rede dentro das faixas da ficha técnica, disjuntores CA fechados e travados, conexões CC e CA firmes.

Quando o defeito é interno e quando trocar

O microinversor Hoymiles é encapsulado em resina, e o manual diz que não há peças reparáveis pelo usuário. A decisão econômica é diferente da de um inversor string: para uma unidade isolada fora da garantia, a troca costuma ser a saída mais barata, e a Fixtron diz isso no orçamento. O reparo em bancada passa a fazer sentido em três situações: lote de unidades iguais com a mesma falha (comum após surto na rede de um condomínio ou galpão), modelo descontinuado que não tem substituto compatível com o DTU existente, e microinversores trifásicos ou de maior potência. Envie quando o LED ficar vermelho fixo ou piscando a 0,5 s com CC e CA confirmados, quando 3xx ou 129 forem recorrentes, ou quando o LED não acender com tensão CC correta nos conectores. No laboratório, fonte auxiliar, estágio de potência, relé de saída e a eletrônica de controle são avaliados, e a unidade é testada com fonte CC e rede real, com os códigos acompanhados pelo DTU, antes de qualquer decisão. O orçamento sai após o diagnóstico, com fotos, e você aprova antes da execução.

Segurança

Módulos energizados enquanto houver luz. Siga a ordem do manual: desligue o CA primeiro, depois os conectores CC, e aguarde pelo menos 5 minutos antes de qualquer manutenção, porque o microinversor "ainda contém tensões letais após a desconexão das fontes". Só desconecte conectores MC4 sem corrente, nunca sob carga. Use equipamento de proteção individual e trabalhe no telhado com ancoragem. Não abra o microinversor: além do risco, o encapsulamento torna a abertura destrutiva. Medições internas são para profissional habilitado, em bancada.

Dúvidas frequentes

O que significa o código 141 no microinversor Hoymiles?

Grid overvoltage, sobretensão da rede. O manual diz que uma ocorrência isolada é oscilação temporária da rede e o microinversor volta sozinho quando a tensão estabiliza; se repetir, medir a tensão da rede no ponto de conexão e, se estiver fora da faixa, acionar a distribuidora ou ajustar o limite de proteção pelo S-Miles Cloud, com consentimento dela. O 142 é a mesma proteção calculada pela média de 10 minutos.

Código 209, 210, 211 ou 212 no Hoymiles: o que fazer?

PV-1 a PV-4 No input: a entrada correspondente não recebe tensão do módulo. O manual manda confirmar se há módulo conectado àquela porta e, se houver, examinar o cabo e o conector CC entre o módulo e a porta. É o alarme normal de uma porta vazia em microinversor de 4 entradas com só 3 módulos.

LED vermelho piscando no microinversor Hoymiles é defeito?

Depende do ritmo. Vermelho piscando a cada 1 segundo é falha de rede CA (rede ausente ou fora da faixa), e é instalação ou distribuidora; piscando a cada 0,5 segundo é falha da unidade de controle; vermelho fixo é falha de hardware. Na partida, cinco piscadas vermelhas de 0,3 s indicam falha na inicialização, e vermelho e verde alternados a cada 1 s indicam falha de firmware. Só os dois últimos casos de operação apontam para o próprio microinversor.

Microinversor Hoymiles tem conserto ou só troca?

O manual diz que não há peças reparáveis pelo usuário e, na garantia, a Hoymiles substitui a unidade. Fora da garantia, o microinversor é selado em resina, o que limita o reparo: a Fixtron avalia caso a caso, e em lotes de unidades iguais com a mesma falha o diagnóstico em bancada costuma compensar. Para uma unidade isolada, a troca é quase sempre a saída econômica.

O microinversor aparece offline (130) no S-Miles Cloud. Ele parou de gerar?

Não necessariamente. Offline significa que o DTU não recebeu dados daquele microinversor. Se o LED pisca verde a cada segundo, ele está gerando e o problema é a comunicação por rádio ou o DTU. À noite, offline é normal, porque sem tensão CC o microinversor desliga e para de reportar.

Referências e limites deste guia

Seções 6.1 (Troubleshooting List), 6.2 (LED Indicator Status) e 6.3 (On-Site Inspection and Maintenance) do manual do usuário Hoymiles Single-phase Microinverter HMS-1600/1800/2000-4T, região América Latina, V202407 (V1.1, 2024), publicado no centro de downloads da Hoymiles; mais a rotina de diagnóstico do laboratório Fixtron. As séries HM e HMS de 1 e 2 entradas e os modelos HMT trifásicos compartilham o dicionário de códigos, com diferenças no número de portas e em alguns limites. O S-Miles Cloud pode exibir códigos adicionais por firmware. Não substitui o manual do seu modelo nem um laudo do equipamento.

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