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Mitsubishi FR-E800: lista de alarmes E.OC1, E.OV, E.THT, E.THM, E.GF, E.LF, E.ILF e E.PUE
O FR-E800 herdou a nomenclatura de alarmes do FR-E700: E seguido de um sufixo (E.OC1, E.OV3, E.THT). O número no sufixo diz em que fase da operação a proteção atuou, e isso é a primeira pista do diagnóstico. Este guia lista os alarmes que mais aparecem, os avisos que não desligam o motor e o que medir no painel.

Como ler o sufixo do alarme
No FR-E800, E.OC1 significa sobrecorrente durante a aceleração, E.OC2 em velocidade constante e E.OC3 na desaceleração ou parada. A mesma lógica vale para E.OV1, E.OV2 e E.OV3 (sobretensão regenerativa). Saber em que fase a proteção atuou reduz a lista de causas: sobrecorrente só na aceleração aponta para rampa ou carga; só na desaceleração aponta para regeneração ou freio.
O histórico fica no modo de monitoramento do painel (tecla MODE até a tela de histórico de falhas), com os valores de corrente de saída, tensão do barramento e frequência no instante do alarme. Esses valores são a principal informação a enviar ao laboratório junto com o código.
Tabela de alarmes E. do FR-E800
| Código | Significado | Causas mais comuns |
|---|---|---|
| E.OC1 / E.OC2 / E.OC3 | Sobrecorrente na aceleração, em velocidade constante ou na desaceleração | Rampa curta (Pr.7 / Pr.8), carga travada, curto no motor ou cabo, IGBT danificado |
| E.OV1 / E.OV2 / E.OV3 | Sobretensão regenerativa | Desaceleração curta com carga de inércia, rede alta, resistor de frenagem ausente |
| E.THT | Sobrecarga do inversor (térmico eletrônico) | Corrente acima de 150% por tempo prolongado, chaveamento alto para a carga |
| E.THM | Sobrecarga do motor (térmico eletrônico) | Pr.9 abaixo da corrente nominal do motor, carga excessiva, motor sem ventilação em baixa rotação |
| E.FIN | Sobretemperatura do dissipador | Dissipador sujo, ventilador parado, ambiente quente |
| E.GF | Falta à terra na saída | Isolamento do motor ou cabo baixo, umidade na caixa de ligação |
| E.LF | Perda de fase na saída | Borne solto, contator na saída, motor muito menor que o inversor |
| E.ILF | Perda de fase na entrada | Fusível aberto, fase caída, cabo solto |
| E.UVT | Subtensão | Rede baixa, falta momentânea, pré-carga |
| E.OLT | Parada por prevenção de estol | Corrente limitada por Pr.22 sem conseguir acelerar |
| E.BE | Transistor de frenagem anormal | Resistor de frenagem em curto, transistor de frenagem danificado |
| E.OHT | Relé térmico externo | Contato do relé térmico aberto na entrada configurada |
| E.PTC | Termistor PTC do motor | Motor quente ou termistor rompido |
| E.PUE | Desconexão do painel de operação | Cabo do painel ou porta RS-485 do painel com problema |
| E.RET | Excesso de tentativas de religamento | Falha recorrente não resolvida com retry |
| E.PE | Memória de parâmetros | EEPROM corrompida, placa de controle |
| E.CPU | Erro de CPU | Interferência, fonte interna, placa de controle |
| E.SAF | Circuito de segurança (STO) | Entradas S1/S2 abertas, jumper de segurança ausente |
| E.P24 | Falha na saída de 24 V | Curto na alimentação de sensores ligada ao borne 24 V |
| E.SER / E.OPT / E.OP1 | Comunicação ou opcional | Cabo, parâmetros de rede, cartão opcional |
| E.CDO | Detecção de corrente de saída anormal | Configuração de Pr.150/151 ou corrente real acima do limite |
| E.IOH | Sobretemperatura do circuito limitador de inrush | Ligar e desligar o inversor com muita frequência |
Avisos que não desligam o motor: OL, oL, TH, RB, FN e PS
O painel também mostra avisos sem o prefixo E. Eles não param o motor, mas antecipam um alarme. OL indica prevenção de estol por corrente; oL, prevenção de estol por tensão (regeneração); TH, pré-alarme térmico; RB, pré-alarme do resistor de frenagem; FN, falha de ventilador; PS, parada pelo painel. Um FN ignorado por semanas vira E.FIN; um OL constante vira E.THT.
E.OC1, E.OC2, E.OC3 e E.GF: motor, cabo ou inversor
E.OC1 na aceleração costuma ser aplicação: aumente Pr.7 (tempo de aceleração), confira Pr.9 (corrente do motor) e verifique se a carga parte travada. E.OC2 em velocidade constante com carga estável aponta para curto intermitente no motor ou cabo. E.OC3 na desaceleração pode ser regeneração mal controlada ou freio mecânico atuando antes da parada.
Quando E.OC aparece imediatamente ao dar partida, desconecte o motor, limpe o alarme e tente novamente em vazio. Se o alarme voltar sem motor, o estágio de potência está danificado. Com o motor desconectado, meça a resistência fase-fase e a isolação com megômetro em 500 V; abaixo de 1 MΩ explica o E.GF.
E.OV, E.UVT e E.ILF: regeneração e rede
E.OV3 na desaceleração é o mais comum da série: a carga devolve energia e o barramento sobe. Aumente Pr.8 (desaceleração), ative a função de prevenção de estol por regeneração ou use resistor de frenagem com Pr.30 e Pr.70 configurados. E.OV com o motor parado indica rede alta ou circuito de medição do barramento com defeito.
E.UVT e E.ILF são alimentação: meça as três fases de entrada em carga, verifique fusíveis e contatos. Se persistirem com rede correta, o relé de pré-carga e os capacitores entram na lista de suspeitos.
E.THT, E.THM e E.FIN: carga e refrigeração
E.THT é o térmico do inversor; E.THM é o térmico do motor calculado a partir de Pr.9. Se Pr.9 estiver abaixo da corrente nominal do motor, E.THM aparece sem sobrecarga real. E.FIN vem do sensor do dissipador: limpe as aletas com ar seco e confira se o ventilador gira ao energizar. Em painéis sem ventilação forçada, a temperatura interna pode ultrapassar 50 °C mesmo com o inversor em corrente nominal.
E.PE, E.CPU, E.PUE, E.SAF e E.P24: quando é interno
E.PE e E.CPU recorrentes indicam placa de controle ou fonte interna. E.PUE é o painel de operação: reencaixe o cabo e verifique a porta. E.SAF aparece quando as entradas de segurança S1 e S2 estão abertas; confirme o jumper ou o relé de segurança antes de suspeitar do inversor. E.P24 é curto na saída de 24 V que alimenta sensores: desconecte os sensores e teste.
Quando o reparo do FR-E800 é em bancada
Envie o inversor quando E.OC ou E.GF persistirem com o motor desconectado, quando E.PE, E.CPU ou E.BE se repetirem ou quando o display não acender com a rede medida correta. Em bancada, o estágio de potência é medido desenergizado, a fonte interna é testada por tensão de saída e ripple e o inversor é validado com motor em carga antes da devolução.
Segurança
Aguarde pelo menos 10 minutos após desligar e confirme a ausência de tensão no barramento (terminais P/+ e N/-) com o multímetro antes de tocar nos bornes. Medições internas devem ser feitas por profissional habilitado.
Dúvidas frequentes
O FR-E800 usa os mesmos códigos do FR-E700?
Em grande parte, sim. A nomenclatura E.OC, E.OV, E.THT e E.THM é a mesma. O FR-E800 acrescenta alarmes de segurança (E.SAF) e de comunicação Ethernet nas versões com rede integrada.
Como faço o reset de um alarme E.?
Pela tecla STOP/RESET do painel, pela entrada RES ou desligando e religando o inversor. Alarmes de curto e internos podem exigir o desligamento completo.
E.THM aparece sem o motor estar quente. O que confiro?
Pr.9 (corrente térmica do motor). Se estiver abaixo da corrente nominal da placa do motor, o inversor calcula sobrecarga que não existe.
Vale reparar um FR-E800 fora da garantia?
Na maioria dos casos o defeito está em IGBT, driver, capacitores ou fonte interna, itens reparáveis em nível de componente com custo abaixo da troca.
Referências e limites deste guia
Guia baseado no manual de instruções da série FR-E800 e na rotina de diagnóstico da Fixtron. Nomes e parâmetros podem variar com a versão de firmware e os opcionais instalados. Não substitui o manual do equipamento nem um laudo específico.