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FIXTRONELETRÔNICA INDUSTRIAL

Inversores solares

Deye F58 (BMS communication fault): inversor híbrido sem comunicação com a bateria, do cabo RS485/CAN à porta do inversor

O F58 é o código que mais aparece em sistemas Deye com bateria de lítio e o que mais gera troca de peça errada. Ele diz uma coisa só: o inversor parou de receber dados do BMS da bateria. O motivo pode ser um cabo RJ45 com pinagem de outra marca, um protocolo errado no Lithium Mode, uma bateria em proteção, ou, no fim da lista, a porta do inversor queimada por surto. Este guia segue a ordem de probabilidade, com o que o manual do SUN SG04LP1 diz sobre cada ajuste, e termina no teste que separa bateria de inversor.

Inversor híbrido Deye SUN SG04LP1, imagem oficial do fabricante

O que o F58 significa e o que o manual diz

Uma bateria de lítio tem um BMS (sistema de gerenciamento) que mede cada célula, limita corrente de carga e descarga, protege contra temperatura e calcula o estado de carga (SOC). O inversor híbrido Deye, no modo Lithium, não decide sozinho como tratar a bateria: ele pergunta ao BMS, várias vezes por segundo, pela porta RS485/CAN. A tela "Li-BMS" do inversor mostra o resultado: SOC, tensão, corrente, temperatura, corrente máxima permitida e o pedido de "Request Force Charge", quando o BMS pede carga ativa.

O F58 é a perda dessa conversa. A Tabela 7-1 do manual do SUN-3.6/5/6K-SG04LP1 descreve o código assim: ele informa que a comunicação entre o inversor híbrido e o BMS da bateria foi interrompida "quando o BMS_Err-Stop está ativo"; e sugere, para quem não quiser ver o aviso, desativar o item BMS_Err-Stop no LCD. Ou seja: o F58 é um aviso de comunicação, não uma falha elétrica, e o inversor pode ser configurado para parar ou para seguir trabalhando sem o BMS. A diferença entre as duas escolhas está na seção sobre o BMS_Err_Stop.

Os outros códigos do Deye estão no guia geral de Fault codes; o comportamento de carga e descarga sem código de erro está em inversor híbrido não carrega a bateria.

A porta RS485/CAN e o cabo

O manual identifica a porta RS485/CAN do inversor como "para comunicação com a bateria", separada das portas Meter (medidor), Modbus (reservada) e Parallel 1 e 2 (paralelismo, também CAN). Confundir a porta é a primeira causa de F58 em instalações novas: o cabo da bateria ligado na porta Parallel ou Meter não comunica e não dá nenhum outro sintoma.

A segunda causa é o cabo em si. O conector é RJ45, igual a um cabo de rede, mas a pinagem CAN e RS485 varia entre fabricantes de bateria. Um cabo de rede comum (pinagem T568B) coloca CAN-H e CAN-L em pinos que a maioria das baterias não usa, e o cabo que veio com uma bateria de outra marca pode ter a pinagem invertida. Verifique na documentação da bateria quais pinos do RJ45 levam CAN-H, CAN-L e GND (ou A, B e GND no RS485) e confira com um testador de cabo ou um multímetro em continuidade, ponta a ponta. Cabos crimpados em campo com alicate de rede são a segunda maior fonte de F58 intermitente: o contato oxida e a comunicação cai só com vibração ou calor.

Três cuidados de instalação que evitam F58 intermitente: comprimento curto (poucos metros) e longe dos cabos de potência da bateria; nada de emendas ou adaptadores RJ45 fêmea-fêmea; e, em baterias que exigem, o resistor de terminação de 120 Ω no último módulo, conforme o manual da bateria.

Lithium Mode e a lista de baterias aprovadas

No menu Battery Setup, com Batt Mode em Lithium, o campo Lithium Mode define o protocolo de comunicação. O manual é direto: é "o código do protocolo de comunicação do BMS, que pode ser confirmado na lista de baterias aprovadas conforme o modelo de bateria em uso". Cada número corresponde a um fabricante ou família de baterias; o número errado produz F58 com o cabo perfeito, porque o inversor fala em um protocolo e a bateria responde em outro. Verifique na lista de baterias aprovadas da Deye (atualizada a cada versão de firmware) o código da sua bateria, e confira também se a bateria está no modo de protocolo esperado: muitas baterias têm chave DIP ou configuração interna para escolher entre protocolos de diferentes marcas de inversor, e o padrão de fábrica nem sempre é o do Deye.

Dois ajustes relacionados aparecem no mesmo menu e valem conferência enquanto está lá: Disable Float Charge, que o manual recomenda para baterias com comunicação BMS, para o inversor manter a tensão quando o BMS pede corrente zero e não sobrecarregar; e Activate Battery, que recupera uma bateria descarregada demais carregando devagar pela rede ou pelo solar.

Bateria em proteção ou desligada

O BMS só responde se estiver ligado e sem proteção ativa. Situações comuns que geram F58 sem nenhum defeito no cabo ou no inversor: bateria com o disjuntor ou a chave de potência desligados, o que em muitos modelos também desliga o BMS; bateria que entrou em proteção por descarga profunda (tensão de célula baixa) e dormiu; BMS em proteção por temperatura, após noite fria ou calor no abrigo; e módulo mestre de um banco com vários módulos desligado, deixando os escravos sem quem fale com o inversor. Olhe os LEDs do BMS e, se houver, a tela da bateria antes de qualquer coisa. Bateria dormindo por descarga profunda pede o procedimento de despertar do fabricante e, no inversor, o Activate Battery.

BMS_Err_Stop: o que acontece com ligado e desligado

O ajuste fica no menu Advanced Function. Com BMS_Err_Stop ativado, a perda de comunicação gera F58 e o inversor para de usar a bateria até a comunicação voltar: é o comportamento seguro, porque sem o BMS o inversor não sabe o SOC real, a corrente máxima permitida nem a temperatura. Com BMS_Err_Stop desativado, o inversor segue operando pelos limites de tensão e corrente configurados manualmente no Battery Setup, como se a bateria fosse de chumbo, e o F58 não interrompe nada.

Desativar é um paliativo razoável para não deixar uma casa sem energia à noite enquanto o cabo não chega. Não é solução: operar lítio sem BMS por semanas significa carregar e descarregar sem os limites de célula, com risco de desbalanceamento, proteção por tensão alta em uma célula e redução de vida útil. Se desativar, configure Max A Charge e Max A Discharge com valores conservadores (o manual lista os máximos por modelo, de 70 A a 140 A conforme a potência) e corrija a comunicação o quanto antes.

Sistemas em paralelo e várias baterias

Em sistemas com dois ou mais inversores em paralelo, só o inversor mestre costuma falar com o BMS, e os demais recebem os dados pela porta Parallel. Um F58 no escravo pode ser perda da comunicação paralela (F29 no manual), e não da bateria. Confira a chave DIP do resistor de terminação do paralelismo, que o manual manda ligar em todos os inversores quando há até seis em paralelo. Com várias baterias no mesmo banco, o inversor fala com o módulo mestre; módulos escravos sem endereço configurado ou com cabo entre módulos solto aparecem como F58 intermitente ou como SOC travado.

O teste que separa bateria de inversor

  1. Confira a tela Li-BMS. Se SOC, tensão e temperatura atualizam, a comunicação existe e o F58 é intermitente: procure cabo, conector e aquecimento.
  2. Confira o Lithium Mode contra a lista de baterias aprovadas e o protocolo selecionado na bateria.
  3. Teste o cabo ponta a ponta contra a pinagem da bateria. Troque por um cabo novo, montado conforme a pinagem, mesmo que o atual "pareça bom".
  4. Teste outra bateria ou outro inversor. Se a mesma bateria e o mesmo cabo comunicam em outro Deye, a porta do seu inversor está com defeito. Se nenhuma bateria comunica com o seu inversor, idem.
  5. Histórico de surto. F58 que apareceu depois de tempestade, junto com perda de comunicação do medidor ou do Wi-Fi, aponta para a porta: as interfaces CAN e RS485 estão entre as primeiras vítimas de surto, porque os cabos longos até a bateria funcionam como antena.

Quando o defeito é interno

Envie o Deye quando o passo 4 apontar para o inversor, quando a porta RS485/CAN não responder a nenhuma bateria, ou quando o F58 vier junto com outras perdas de comunicação após surto. No laboratório, o transceptor CAN (ou RS485), os diodos de proteção da porta, o isolador e a fonte isolada que alimenta a interface são testados e substituídos; a porta é validada com um BMS de referência antes da devolução. Esse é um reparo pequeno comparado à troca da placa de controle, e o inversor pode continuar atendendo a casa com BMS_Err_Stop desativado até a data do envio. O orçamento sai após o diagnóstico, com fotos, e você aprova antes da execução.

Segurança

Bateria de lítio de 48 V entrega corrente de curto de centenas de ampères: antes de mexer em cabos de comunicação próximos aos cabos de potência, desligue a chave da bateria, o disjuntor CA e o seccionador CC. Não abra a bateria nem o inversor em campo. Procedimentos de despertar de bateria em proteção seguem o manual do fabricante da bateria. Medições internas são para profissional habilitado, em bancada.

Dúvidas frequentes

O que significa F58 no Deye?

BMS communication fault: o inversor híbrido perdeu a comunicação com o BMS da bateria de lítio pela porta RS485/CAN. O manual diz que o F58 só para o inversor quando a opção BMS_Err_Stop está ativada; com ela desativada, o inversor continua operando pelos parâmetros de tensão configurados.

Posso desativar o BMS_Err_Stop para o F58 parar?

O manual permite, mas isso só esconde o aviso. Sem comunicação, o inversor não recebe do BMS os limites de corrente, o SOC e os pedidos de carga forçada, e passa a tratar a bateria de lítio como se fosse uma bateria sem inteligência. Use como paliativo para não ficar sem energia, não como solução.

Qual cabo e qual porta usar entre Deye e bateria?

A porta RS485/CAN do inversor, identificada no manual como a porta de comunicação com a bateria. O cabo é RJ45, mas a pinagem depende da marca da bateria: cabos de rede comuns ou o cabo de outra marca de bateria causam F58 mesmo com tudo ligado. Use o cabo fornecido ou monte conforme a pinagem do fabricante da bateria.

Quando o F58 é defeito do inversor?

Quando a mesma bateria e o mesmo cabo funcionam em outro inversor Deye, ou quando o F58 veio depois de um surto e a porta não responde a nenhuma bateria. O transceptor CAN ou RS485 da placa de controle, ou sua proteção, estão danificados; o reparo é em bancada.

O F58 aparece só à noite ou só com carga alta. Por quê?

Comunicação intermitente: contato de RJ45 oxidado ou mal crimpado que falha com a vibração e o aquecimento do cabo de potência, ou cabo de dados passando junto com o de potência e pegando ruído. Refaça o cabo e separe os percursos.

Referências e limites deste guia

Descrição do F58, função da porta RS485/CAN, menus Battery Setup (Batt Mode, Lithium Mode, Disable Float Charge, Activate Battery, Max A Charge/Discharge) e Advanced Function (BMS_Err_Stop) conforme o manual do Deye SUN-3.6/5/6K-SG04LP1, seções 3.4, 5.6, 5.11 e 7, e a rotina de diagnóstico do laboratório Fixtron. Pinagem de cabo e códigos de protocolo são do fabricante da bateria e da lista de baterias aprovadas da Deye, que muda com o firmware. Não substitui os manuais nem um laudo do equipamento.

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