WEG CFW500 vs CFW11: Comparativo Técnico Completo

Comparativo técnico entre inversores WEG CFW500 e CFW11: funcionalidades, aplicações, performance e quando migrar.

Equipe FIXTRON 19 Fev 2026 10 min de leitura Comparativo

Introdução: Duas Gerações de Inversores WEG

A WEG é, sem dúvida, a maior fabricante de inversores de frequência do Brasil e uma das mais respeitadas do mundo. Com presença em mais de 135 países e décadas de inovação, a empresa construiu um portfólio de produtos que equipam indústrias de todos os portes — de pequenas fábricas a grandes plantas petroquímicas.

Dois modelos se destacam quando o assunto é acionamento de motores de indução trifásicos em aplicações industriais de uso geral: o CFW11, que durante anos foi o carro-chefe da linha, e o CFW500, seu sucessor direto. A transição entre gerações gera dúvidas legítimas: vale a pena migrar? Quando é melhor continuar reparando o CFW11? Este artigo responde essas perguntas com dados técnicos e experiência de campo.

Contexto importante

O CFW11 foi oficialmente descontinuado pela WEG, embora ainda existam peças de reposição disponíveis no mercado. O CFW500 é a plataforma atual para a faixa de potência até 250 cv, com firmware e acessórios em constante evolução.

Tabela Comparativa: CFW11 vs CFW500

A tabela abaixo resume as principais diferenças técnicas entre os dois inversores. Use-a como referência rápida para tomada de decisão.

Característica CFW11 CFW500
Status do produtoDescontinuadoLinha ativa
Faixa de potência0,5 a 250 cv0,5 a 250 cv
Tensão de alimentação220V / 380V / 440V220V / 380V / 440V
Controle vetorial sensorlessSim (VVW)Sim (VVW aprimorado)
Controle vetorial com encoderSimSim (com módulo plug-in)
CLP integrado (SoftPLC)NãoSim — IEC 61131-3
Porta USB para programaçãoNãoSim (Mini-USB frontal)
Software de configuraçãoSuperDrive G2WPS (WEG Programming Suite)
Comunicação Modbus RTUIntegrada (RS-485)Integrada (RS-485)
Comunicação Profibus DPMódulo opcionalMódulo plug-in
Comunicação EtherNet/IPMódulo opcionalMódulo plug-in
Comunicação PROFINETNão disponívelMódulo plug-in
Comunicação CANopenMódulo opcionalMódulo plug-in
Função STO (Safe Torque Off)Não integradaIntegrada (SIL 3 / PLe)
Entradas digitais6 (expansível)6 (expansível via plug-in)
Saídas analógicas22 (expansível via plug-in)
IHM (display)LCD 2 linhasLCD gráfico ou LED (conforme modelo)
Dimensões (frame A, até 2cv)~185 × 130 × 172 mm~170 × 120 × 155 mm (menor)
Proteção IPIP20 (padrão)IP20 / IP66 (conforme modelo)
Disponibilidade de peçasReduzindo gradualmenteTotal (linha ativa)

Pontos Fortes do CFW11

Mesmo descontinuado, o CFW11 permanece em operação em milhares de plantas industriais brasileiras. Há boas razões para isso:

Confiabilidade comprovada

Com mais de 15 anos de mercado, o CFW11 acumulou um histórico excepcional de confiabilidade. Os módulos de potência (IGBTs) são robustos, a placa de controle é estável e os capacitores do barramento DC apresentam vida útil longa quando a manutenção preventiva é realizada corretamente.

Enorme base instalada

A grande base instalada significa que técnicos de manutenção de todo o Brasil conhecem o equipamento. Parâmetros como P0100, P0101, P0133 e P0169 são praticamente linguagem universal entre profissionais de automação no país. Essa familiaridade reduz o tempo de comissionamento e de diagnóstico de falhas.

Programação direta e intuitiva

A estrutura de parâmetros do CFW11 é considerada mais simples que a do CFW500. A organização em grupos (P0xxx para leitura, P1xx para rampas, P2xx para entradas/saídas) permite configuração rápida sem necessidade de software externo para aplicações padrão.

Amplo suporte no mercado de reposição

Placas de controle, módulos IGBT, fontes auxiliares, ventiladores e capacitores do CFW11 ainda estão disponíveis — tanto originais (estoque remanescente WEG) quanto recondicionados por empresas especializadas como a FIXTRON. O custo de reparo tende a ser menor que o de substituição completa.

Pontos Fortes do CFW500

O CFW500 representa um salto de arquitetura em relação ao antecessor. As melhorias mais relevantes para o dia a dia industrial incluem:

Arquitetura moderna com SoftPLC

O recurso mais diferenciador do CFW500 é o CLP integrado programável em IEC 61131-3. Com ele, é possível implementar lógicas de intertravamento, sequenciamento e controle PID diretamente no inversor — eliminando, em muitos casos, a necessidade de um CLP externo. Para aplicações como bombeamento, ventilação e dosagem, esse recurso é transformador.

Programação via USB com WPS

A porta Mini-USB frontal e o software WEG Programming Suite (WPS) permitem configurar, monitorar e diagnosticar o inversor de forma gráfica e intuitiva. O WPS oferece osciloscópio integrado, backup/restore de parâmetros e programação do SoftPLC — tudo em uma única ferramenta gratuita.

Mais opções de comunicação industrial

Além dos protocolos já suportados pelo CFW11, o CFW500 adiciona suporte nativo a PROFINET e DeviceNet por módulos plug-in, facilitando a integração com CLPs Siemens S7-1500 e outras plataformas modernas de automação.

Função de segurança STO integrada

A função Safe Torque Off (STO) certificada SIL 3 / PLe vem de fábrica no CFW500. Em aplicações que exigem conformidade com a NR-12, esse recurso elimina a necessidade de contatores de segurança externos, simplificando o projeto e reduzindo custos.

Formato compacto

O CFW500 é fisicamente menor que o CFW11 na maioria das faixas de potência. Para retrofits em painéis com espaço limitado, essa redução de volume pode ser decisiva.

Dica de especialista

Se a aplicação exige comunicação PROFINET ou função STO, o CFW500 é a única opção viável dentro da linha WEG de uso geral. Nesses cenários, a migração não é apenas recomendada — é obrigatória.

Quando Reparar o CFW11 vs. Migrar para o CFW500

Essa é a pergunta que mais ouvimos em campo. A resposta depende de uma análise caso a caso, mas existem critérios objetivos que ajudam na decisão:

Continue reparando o CFW11 quando:

Migre para o CFW500 quando:

Análise de Custos: Reparo vs. Substituição

A tabela abaixo apresenta valores médios de mercado (fev/2026) para um inversor de 10 cv / 380V, uma das potências mais comuns em indústria:

Cenário Custo Estimado Prazo
Reparo CFW11 — troca de ventiladorR$ 350 – R$ 6001 a 2 dias
Reparo CFW11 — troca de capacitores do barramento DCR$ 800 – R$ 1.5003 a 5 dias
Reparo CFW11 — troca do módulo IGBTR$ 1.800 – R$ 3.5005 a 10 dias
Reparo CFW11 — placa de controleR$ 2.000 – R$ 4.0007 a 15 dias
CFW500 novo (10cv/380V)R$ 4.500 – R$ 6.500Pronta entrega
CFW500 novo + comissionamentoR$ 5.500 – R$ 8.0001 a 3 dias

Atenção ao custo total de parada

Ao comparar reparo vs. substituição, não esqueça de incluir o custo da parada de produção. Em muitas indústrias, uma hora de máquina parada custa mais do que o próprio inversor. Se o prazo de reparo for longo e não houver spare disponível, a substituição imediata pode ser economicamente superior mesmo com custo unitário maior.

Dicas para uma Migração Suave do CFW11 para o CFW500

Se a decisão for pela migração, estes cuidados garantem uma transição sem surpresas:

1. Mapeamento de parâmetros

A estrutura de parâmetros do CFW500 é diferente da do CFW11. A WEG disponibiliza uma tabela de equivalência no manual do CFW500 (capítulo "Migração"). Os parâmetros mais críticos para mapear são:

2. Compatibilidade de cabeamento

Os bornes de potência (R/L1, S/L2, T/L3, U, V, W) seguem o mesmo padrão. Porém, os bornes de controle possuem disposição física diferente. Recomendamos:

3. Dimensões do painel

O CFW500 é geralmente menor, mas os pontos de fixação são diferentes. Verifique se será necessário adaptar a placa de montagem ou os furos de fixação no painel.

4. Filtro EMC e reator de linha

Se o CFW11 utilizava reator de linha ou filtro RFI externo, verifique a compatibilidade com o CFW500. Os modelos com filtro integrado do CFW500 podem eliminar a necessidade do filtro externo.

5. Backup dos parâmetros atuais

Antes de remover o CFW11, faça um backup completo dos parâmetros via SuperDrive G2 ou anote manualmente os valores alterados em relação ao padrão de fábrica. Esse registro é essencial para replicar o comportamento no CFW500.

Serviço FIXTRON: Migração Assistida

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Conclusão

Não existe uma resposta universal para a escolha entre CFW11 e CFW500. O CFW11 continua sendo um inversor confiável e viável para muitas aplicações — especialmente quando o reparo é econômico e rápido. O CFW500, por sua vez, é a escolha natural para novas instalações, modernizações e aplicações que demandam recursos como STO, SoftPLC ou PROFINET.

A decisão ideal combina análise técnica (requisitos da aplicação), análise econômica (custo total de propriedade) e visão de longo prazo (disponibilidade de peças e suporte). Independentemente da escolha, contar com uma assistência técnica especializada faz toda a diferença para maximizar a vida útil e o retorno sobre o investimento em qualquer inversor WEG.

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