Reparo ou Troca de Inversor de Frequência: Análise Completa de Custo-Benefício

Seu inversor falhou e a produção parou. Vale a pena reparar ou é hora de comprar um novo? Análise objetiva com dados reais de mercado para a melhor decisão.

Equipe FIXTRON 19 de Fevereiro, 2026 8 min de leitura Dicas

Seu inversor de frequência falhou e a produção está parada. O telefone toca, a equipe de produção pressiona e você precisa tomar uma decisão rápida: vale a pena reparar ou é hora de comprar um equipamento novo? Esse é um dilema que todo gestor de manutenção industrial enfrenta, e a resposta errada pode custar dezenas de milhares de reais — seja por um reparo que não compensa, seja por uma troca desnecessária.

Neste artigo, vamos apresentar uma análise objetiva de custo-benefício com dados reais de mercado, para que você possa tomar a melhor decisão para a sua operação.

Comparativo Direto: Custos de Reparo vs. Equipamento Novo

A primeira variável que todo gestor analisa é o custo direto. Veja como os números se comparam na prática para inversores de diferentes faixas de potência:

Faixa de Potência Preço Inversor Novo (R$) Custo Típico de Reparo (R$) % do Novo Prazo Reparo
1–5 cv 2.500 – 5.000 800 – 1.800 25–35% 3–5 dias
7,5–20 cv 6.000 – 15.000 2.000 – 5.500 25–40% 5–7 dias
25–50 cv 18.000 – 40.000 5.000 – 14.000 28–35% 5–10 dias
60–150 cv 45.000 – 120.000 12.000 – 42.000 27–35% 7–15 dias
200+ cv 130.000 – 350.000 35.000 – 120.000 25–35% 10–20 dias

Como regra geral, o reparo representa entre 25% e 40% do custo de um inversor novo. Para potências maiores, a economia absoluta é ainda mais expressiva — reparar um inversor de 100 cv pode economizar mais de R$ 70.000.

Quando o Reparo é a Melhor Opção

Na maioria dos cenários, o reparo é a escolha mais inteligente do ponto de vista financeiro e operacional. Considere reparar quando:

Dados FIXTRON: Taxa de Sucesso de 90%

Em nossa experiência com mais de 3.000 inversores reparados, alcançamos uma taxa de sucesso de aproximadamente 90%. Isso significa que 9 em cada 10 inversores que chegam ao nosso laboratório voltam a operar normalmente, com garantia de 6 meses. Os 10% restantes geralmente envolvem danos severos por surtos de tensão ou exposição a ambientes extremamente agressivos, onde a substituição é recomendada.

Quando a Troca por um Equipamento Novo Faz Sentido

Existem cenários em que insistir no reparo não é a decisão mais econômica a médio e longo prazo:

Os Custos Ocultos da Troca

Um erro comum é comparar apenas o preço do inversor novo com o custo do reparo. Na prática, a substituição envolve uma série de custos adicionais que frequentemente são subestimados:

Somando todos esses custos, a troca por um inversor novo pode custar de 30% a 60% a mais do que o preço de tabela do equipamento.

Os Custos Ocultos de Manter um Equipamento Antigo

Por outro lado, manter um inversor muito antigo em operação também tem seus riscos financeiros:

Matriz de Decisão: Reparar ou Trocar?

Utilize os critérios abaixo como guia prático. Some os pontos e veja a recomendação:

Critério Favorece Reparo (+1) Favorece Troca (+1)
Idade do equipamento Menos de 10 anos Mais de 15 anos
Disponibilidade de peças Peças disponíveis no mercado Peças escassas ou inexistentes
Histórico de falhas Primeira ou segunda falha Terceira falha ou mais em 2 anos
Necessidade de novos recursos Funcionalidade atual é suficiente Precisa de safety, rede ou IoT
Custo do reparo vs. novo Reparo < 40% do novo Reparo > 50% do novo
Urgência Precisa voltar em dias Pode planejar com semanas
Eficiência energética Motor opera poucas horas/dia Motor opera 24/7 em carga alta

Resultado: 4+ pontos para reparo = repare. 4+ pontos para troca = troque. Empate = solicite uma avaliação técnica detalhada antes de decidir.

Exemplos Reais com Números

Caso 1: Inversor WEG CFW09 de 30 cv — Reparo compensou

Uma indústria alimentícia tinha um CFW09 de 8 anos com falha na placa de potência (módulo IGBT queimado). O inversor novo equivalente (CFW500) custava R$ 28.000 + R$ 6.000 de adequação do painel. O reparo na FIXTRON custou R$ 8.200 com garantia de 6 meses. O equipamento voltou a operar em 7 dias e já está funcionando normalmente há mais de 2 anos. Economia: R$ 25.800.

Caso 2: Inversor Danfoss VLT 5000 de 75 cv — Troca foi a decisão certa

Uma metalúrgica operava um VLT 5000 de 18 anos com histórico de 3 reparos nos últimos 3 anos (total gasto: R$ 32.000). A placa de controle apresentou nova falha e o modelo estava completamente descontinuado. A empresa optou por um Danfoss FC302 novo (R$ 65.000 + R$ 12.000 de instalação). O novo inversor reduziu o consumo de energia em 12%, gerando economia de R$ 14.000/ano. Payback da troca: 3,2 anos, com ganho de confiabilidade e funcionalidades modernas.

Atenção: Não tome essa decisão sozinho

A análise correta exige conhecimento do estado real dos componentes internos do inversor. Um diagnóstico técnico especializado pode identificar se a falha é pontual (componente queimado) ou sistêmica (degradação generalizada). Na FIXTRON, realizamos diagnóstico gratuito e fornecemos um laudo técnico detalhado antes de qualquer reparo, para que você tome a decisão com informação completa.

Conclusão

Não existe uma resposta universal. A decisão entre reparo e troca depende de uma combinação de fatores técnicos e financeiros que variam caso a caso. Porém, os dados mostram que na maioria dos cenários, o reparo é a opção mais vantajosa — principalmente para equipamentos com menos de 12 anos, onde a economia pode chegar a 75% do custo de um inversor novo.

O mais importante é basear a decisão em dados concretos, e não em suposições. Solicite um diagnóstico técnico, compare os números e leve em conta os custos ocultos de ambas as opções.

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