On-grid vs. off-grid: qual a diferença técnica?
Um inversor solar off-grid opera de forma autônoma: converte a energia DC dos painéis em AC para cargas isoladas da rede, geralmente com banco de baterias. Ele controla sozinho a frequência e a tensão de saída.
Um inversor solar on-grid (ou grid-tie) opera sincronizado com a rede elétrica da concessionária. Ele injeta energia AC na rede ou consome dela conforme a geração solar. Por isso, tem requisitos técnicos adicionais que o off-grid não tem: sincronismo de fase com a rede, controle de fator de potência, proteção anti-ilhamento e conformidade com as normas ANEEL/ABNT NBR 16149.
Anti-ilhamento: quando a rede elétrica cai, o inversor on-grid deve desligar automaticamente em menos de 2 segundos para proteger os técnicos da concessionária que trabalham nos cabos. Falha nessa proteção pode ter consequências graves — por isso é monitorada continuamente.
Falhas mais comuns em inversores on-grid
Falha de sincronismo com a rede (Grid Sync Error)
O inversor não consegue sincronizar a saída AC com a frequência e fase da rede. Causas: variação excessiva de frequência da concessionária, falha no circuito de detecção de rede (PLL — Phase-Locked Loop) ou componente do estágio de sincronismo danificado.
Falha na proteção anti-ilhamento
O circuito de anti-ilhamento (AFCI/DPS detection) com defeito pode causar o desligamento do inversor mesmo com a rede presente, ou — mais perigoso — não desligar quando a rede cai. Em ambos os casos o inversor precisa de reparo imediato.
Falha no MPPT (Maximum Power Point Tracking)
O algoritmo MPPT não encontra o ponto de máxima potência dos painéis. O inversor opera mas com geração muito abaixo do esperado. Pode ser falha no software de controle ou no circuito analógico de medição de tensão/corrente DC dos painéis.
Capacitores e transistores de potência
Assim como os off-grid, os on-grid têm capacitores eletrolíticos de barramento e transistores IGBT ou MOSFET que falham por envelhecimento, sobretensões ou ciclagem térmica. São os componentes com maior taxa de falha ao longo da vida útil do equipamento.
Falha no monitoramento remoto (Wi-Fi/comunicação)
O módulo de comunicação (Wi-Fi, RS485, Ethernet) que envia dados para o portal de monitoramento para de funcionar. O inversor continua gerando energia, mas sem rastreamento de geração.
Custos de reparo por marca
| Marca | Potência | Faixa de Reparo |
|---|---|---|
| Fronius Primo / Symo | 3–25 kW | R$ 700 – R$ 3.500 |
| SMA Sunny Boy / Tripower | 3–25 kW | R$ 800 – R$ 4.000 |
| ABB PVI / UNO / TRIO | 3–20 kW | R$ 600 – R$ 3.000 |
| Growatt MIN / MOD / MAX | 1–50 kW | R$ 350 – R$ 2.500 |
| WEG SIW (on-grid) | 3–15 kW | R$ 500 – R$ 2.500 |
| Huawei SUN2000 | 3–36 kW | R$ 500 – R$ 2.800 |
| Sungrow SG | 3–50 kW | R$ 450 – R$ 2.500 |
Meu inversor on-grid está fora há dias. E a geração?
Cada dia parado tem um custo real: um sistema de 5 kWp em São Paulo gera em média 20–25 kWh/dia. A R$ 0,90/kWh, isso é R$ 18–22/dia de energia não gerada, sem contar o que você pagaria para a concessionária no lugar. O reparo ágil tem retorno financeiro direto.
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